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Atualizado: Fev 9

Entre Dificuldades, Transtornos e Incapacidades para a Aprendizagem

Por Cristiane Zamara

Quantas e quantas vezes já ouvimos que as pessoas com deficiência intelectual são incapazes de aprender? Graças aos avanços da neurociência que confirmam a possibilidade da plasticidade do cérebro, temos essa como uma frase sem fundamentação por generalizar as pessoas com deficiência intelectual e ao subestimar o seu potencial de aprendizagem.

Não temos como negar as muitas dificuldades que envolvem os processos de aprendizagem: dificuldades nas funções executivas como a de memória, dificuldades motoras, dificuldades fonológicas, dificuldades sociais, culturais e econômicas que não proporcionam à estas pessoas melhores oportunidades de estimulação; mas temos que acreditar e procurar meios de ajuda-las. E então, vamos desmistificar os conceitos que corriqueiramente são empregados, mas que ainda geram muitas dúvidas?

Dificuldades de Aprendizagem podem ser causadas por fatores internos ou externos aos indivíduos.

  • Internos: desnutrição ou alimentação incorreta que provoca a defasagem nutricional importante para as conexões dos neurônios e equilíbrio do organismo; questões psicológicas como bloqueios, medos, angústias, ansiedade, etc.

  • Externos: cultural (se a pessoa convive em um ambiente que não incentiva e nem promove abertura ao aprendizado cultural: acesso a atividades como práticas esportivas, leituras variadas, música, teatro, entre outros); pedagógica (metodologia de ensino inadequada à forma de como esta pessoa aprende); social e econômica.

Transtornos de Aprendizagem são caracterizadas por fatores neurobiológicos que afetam a escrita, a leitura e a habilidade matemática (dislexia, discalculia, disortografia, disgrafia).

Incapacidade de Aprendizagem: o termo incapacidade é generalizante e condiz com a total falta de capacidade para aprender e isso não está presente na condição de vida humana (exceto em casos extremos como traumatismos de alta complexidade que gere o comprometimento total das funções cerebrais e motoras ou anomalias severas na constituição cerebral em que a pessoa fique em estado vegetativo permanente), já que sempre iremos aprender alguma coisa no decorrer do nosso desenvolvimento. Algumas pessoas alcançarão patamares de aprendizagem altíssimos como no caso da genialidade; outras pessoas terão habilidades excepcionais em alguma área, como as pessoas superdotadas ou com altas habilidades; haverá ainda aquelas que terão um aprendizado dentro dos padrões e outras que dependerão de muitos esforços e estimulação para aprenderem.

Há muitos aprendizados no decorrer de uma vida toda e aprendemos pelos sentidos, pelo olfato, pelo paladar, pela visão. Existem muitas classificações de inteligência e atualmente conhecemos oito tipos através de Howard Gardner que nos aprendeu a Teoria das Múltiplas Inteligências, que abordaremos futuramente com mais detalhes.

A estimulação é um processo e não um fim e não sendo um fim, é preciso que seja contínuo. Sabemos que existem graus de deficiência intelectual, mas este não deve condicionar o que uma pessoa deva ou não aprender e tão pouco determinar se ela é ou não capaz. Este texto é para dizer que independente da condição, temos que acreditar!

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